Comércio se prepara para as vendas de fim de ano

O comerciante de Niterói se prepara com otimismo para as vendas de fim de ano. A categoria na cidade espera fechar este segundo semestre com movimento 12% superior ao dos primeiros seis meses do ano, acompanhando a tendência apontada pela Associação Brasileira do Varejo (ABV). Segundo o presidente do Sindicato dos Lojistas (Sindilojas) de Niterói, Charbel Tauil, a expectativa é de que o comércio do município retorne aos números de antes da pandemia apesar do impacto da Guerra da Ucrânia sobre alguns produtos e insumos e do endividamento da população.

Além do impacto da segunda parcela do 13º salário no bolso dos trabalhadores, outros fatores contribuem para o otimismo do setor na cidade.

“Hoje temos uma baixa de inflação é até mesmo deflação. Medidas do governo federal como a redução nos preços dos combustíveis e nos impostos de mais e 4 mil produtos devem contribuir para aquecer as vendas neste final de ano”, explica, acrescentando que a Copa do Mundo, disputada em novembro e dezembro, também deve contribuir para aquecer o comércio neste fim de ano.

Apesar do ano atípico para o comércio varejista, que ainda sofre com os efeitos das restrições impostas pela pandemia, Charbel Tauil ressalta o otimismo no setor.

“Nós tivemos um final de ano passado retraído, com a economia ainda bastante afetada pelas restrições, porém o cenário agora para este final de ano já é bem melhor”, avalia.

Empregos – O otimismo dos comerciantes pode gerar empregos neste fim de ano. Segundo o presidente do Sindilojas, boa parte dos empresários tem intenção de fazer contratações, como ocorre todos os anos. Segundo ele a estimativa inicial era de que essas contratações fossem 8% menores que no ano passado devido ao endividamento do brasileiro, agravado pela pandemia, que atinge hoje 78% das famílias, conforme dados da Confederação Nacional do Comércio (CNC).

Mas, segundo ele, tudo indica que esse percentual deve ser alterado porque o cenário Números do comércio de Niterói devem voltar ao período pré-pandemia de covid-19 econômico está melhorando e deixando o setor otimista para fazer mais contratações do que as inicialmente previstas.

“Consequentemente, isto irá permitir a abertura de novos postos de trabalho temporários. E muitos deles poderão se tornar efetivos caso esta política econômica seja mantida”, explica Charbel Tauil.

Pesquisas revelam confiança e otimismo de empresários do comércio com seus negócios

Sondagens feita pelo Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec RJ) entre 01 e 08 de agosto mostram que os negócios apresentaram melhora. Entre os 688 empresários do setor de serviços consultados a pesquisa mostra otimismo nos últimos três meses na comparação com o levantamento anterior. 37,8% disseram que a situação melhorou ou melhorou muito, contra 36,2% de julho. A nova sondagem revela que 28,3% relataram que a situação piorou ou piorou muito, enquanto esse índice na pesquisa anterior era 30,1%.

Para os próximos três meses, o otimismo apresentou uma ligeira queda. De acordo com a pesquisa, 79,7% acreditam que a situação de seus negócios melhore ou melhore muito. No levantamento anterior, mostrava que o índice era de 81,5%. O número de entrevistados que acreditam que a situação piore ou piore muito nos próximos três meses aumentou de 5,9% em julho para 7,1% em agosto.

Em comparação com agosto de 2021, a situação melhorou 14 pontos.

Já entre os 294 empresários do comércio de bens, serviços e turismo, 37,1% dos consultados disseram que a situação melhorou ou melhorou muito nos últimos três meses, índice estável em relação ao levantamento anterior (37%). 32,3% afirmaram que a situação piorou ou piorou muito, contra 29,1% da última pesquisa.

Em relação à situação futura, 83,7% dos entrevistados esperam que a situação melhore ou melhore muito nos próximos três meses, índice parecido com julho (83%). Acreditam que vai piorar ou piorar muito, 7,5%, contra 6,6% do mês anterior.

Se comparada ao mesmo período do ano passado, o índice apresentou aumento de 15 pontos no que diz respeito a melhora da situação.

Demanda no setor de serviços e inadimplência

Para os próximos três meses, 69,3% dos empresários do setor de serviços acreditam que a demanda aumentará ou aumentará muito. Apenas 8,1% esperam que a demanda diminuirá ou diminuirá muito. Nos últimos três meses, 32,2% dos empresários disseram que a demanda aumentou ou aumentou muito, enquanto 32,3% afirmaram que diminuiu ou diminuiu muito.

A quantidade de empresas que não ficaram inadimplentes nos últimos três meses em agosto diminuiu em relação a julho. Neste mês, 49,1% dos empresários disseram estar sem dívidas, contra 50,6% do mês passado. Os pouco inadimplentes somam 22,3% e os muito inadimplentes são 28,5%.

Das empresas que tiveram dívidas, os cinco principais gastos estão associados a bancos comerciais (34,4%), aluguel (32,3%), tributos federais (30,6%), fornecedores (26,2%) e luz (25,9%).

Demanda por bens/serviços e inadimplência

Para 72,5% dos empresários do comércio, a demanda pelos serviços/bens de suas empresas para os próximos três meses aumentará ou aumentará muito. O número dos que acham que a demanda se estabilizará apresentou queda: 19,4%. 8,2% declararam que esperam que diminuirá ou diminuirá muito.

As restrições financeiras e as demandas insuficientes são os principais fatores que limitam os negócios, segundo 44,4% dos entrevistados. Outro limitador apontado pelos empresários é a falta de espaço e/ou equipamentos, com 13,8%.

Para o presidente do Sindilojas, Charbel Tauil, muitos empresários se deparam atualmente com empréstimos contraídos através de incentivos como o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresa de Pequeno Porte (Pronampe) e que precisam ser pagos. Segundo ele, chegou a hora de pagar a conta, mas o comércio ainda não conseguiu se recuperar das perdas com as restrições impostas pela pandemia. “Por isso, é importante que o governo dê mais tempo e oxigênio para que as empresas que contraíram empréstimos durante a pandemia quitem seus compromissos. Como? Facilitando um pouco mais o pagamento dos empréstimos até que as vendas sejam capazes de comportar as perdas de receita no período”.

Fonte: Fecomércio RJ

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